Alguém especial já havia me alertado: firmeza no que se diz.
Uma resposta indefinida, complacente com todas as opiniões, não é o melhor caminho para expressar o que se pensa.
A palavra, tal como flecha lançada, sempre atingirá um alvo. Poderá esta atingir dois locais? Poderá esta traçar dois caminhos? Por certo que não.
A palavra tem o poder de instigar, de criar, de permitir, de negar. Através das palavras que surgiram as mais intensas guerras, também as mais fortes alianças.
A palavra pode ser o que acalma o oprimido, o que alegra o que já desfalece. Também pode ser o que protege contra o inimigo e derruba o obstáculo.
Uma vez que as palavras tem magnitude decisiva para as mais diversas situações, é bom que o homem maduro seja firme e consciente das palavras que proferir, pois ele, e somente ele deve ser responsável por suas palavras e seus atos.
A indecisão cede espaço a indefinição. Indefinição também é permissão para que tendências negativas se aloquem e passem a mitigar nossas potencialidades, passando a errônea impressão de concordância com o meio.
A mente aberta a novos conceitos, novas certezas, tende ao crescimento. A indecisa ao declínio. A inteligência leva a questionar o quanto for necessário, para que no momento pertinente uma resposta consistente possa ser ministrada.
Aquele que tem firmeza em suas palavras pode sim reconsiderar o que disse, pois da mesma forma que as pronuncia, sabe reconhecer e admitir seus erros.
Firmeza, clareza e objetividade. A responsabilidade é um ato, o que resulta é um fato.
Desde então, decido que estarei sendo firme e consciente em tudo que digo, pois cada dia é decisivo para a história que virá.

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